Iniciando um grupo de apoio mútuo

(Esse texto é uma tradução e adaptação de https://aarpcommunityconnections.org/start-group)

 

Os grupos de apoio mútuo são grupos informais de voluntários que ajudam a comunidade a se conectar durante períodos de crise, garantindo que ninguém tenha que enfrentar a crise por si só. Isso inclui ajuda para uma série de coisas, desde fazer compras para a vizinhança até checar se todes estão saudáveis. Esse guia vai te ajudar a criar um grupo de apoio mútuo e a pensar como apoiar as ações da sua comunidade.

 

1. Encontrando pessoas para ajudar

Talvez alguns de vocês já estejam organizades em grupos. Um grupo de afinidade é um sistema que pode ser aplicado como sustentação para redes de apoio mútuo sem nenhuma dificuldade.

Você e seus amigos já constituem um grupo de afinidade, o bloco deconstrução essencial desse modelo. Um grupo de afinidade é um cír-culo de amigos que se entendem como uma força política autônoma. Aideia é que as pessoas que já conhecem e confiam umas nas outras traba-lhem juntas para responder de forma imediata, inteligente e flexível asituações emergentes

“Grupos de afinidade: Blocos de montar da organização anarquista”: CrimethInc / Coletivo Planètes

Se esse não for o caso, identifique companheiras e companheiros que possam ajudar com o trabalho. Ajudar a organizar um grupo de apoio mútuo é muito mais fácil e divertido se você tiver a ajuda de outras pessoas, que podem te ajudar a iniciar o grupo, a ter ideias interessantes, a conseguir recursos, e a formar novas relações.

Para identificar as pessoas que podem te ajudar, pergunte-se:

  • Quais são as pessoas que conheço em minha vizinhança, comunidade, prédio, ou quadra?
  • Quais são as pessoas que conheço que tem habilidades ou recursos importantes e úteis para começar esse grupo (p. ex., administração de dinheiro, facilidade com tecnologia, acesso a um veículo)?

 

2. Iniciando o planejamento

Trabalhe com compas para estabelecer algumas coisas básicas:

1) Determine o foco do seu grupo

  • Quem são as pessoas que vocês querem apoiar?
  • Comece com um grupo pequeno; de 5 a 15 pessoas é ideal.
  • Foquem-se no seu bloco, quarteirão, vizinhança, ou até mesmo no prédio em que mora.
  • Equilibre sua capacidade física e emocional para conseguir maximizar o seu impacto. Vocês sempre podem expandir as atividades uma vez que as coisas estejam andando, não se preocupe em “começar grande”.

2) Avalie necessidades e recursos em potencial

Tente descobrir como as pessoas na sua comunidade estão sendo impactadas pela crise que estão passando. Do que as pessoas precisam? O que as outras pessoas podem oferecer? Esses tipos de pergunta ajudam o grupo a identificar a melhor forma de apoiar uns aos outros, e são uma boa oportunidade de construir relações. Outras perguntas importantes para considerar:

  • Quem vive na sua comunidade? Como essas pessoas estão sendo impactadas pela crise atual?
  • Com o que as pessoas estão sofrendo? De que apoio precisam?
  • Que recursos as pessoas tem a oferecer?
  • Quem está interessado em entrar no grupo?

 

3. Crie o seu grupo

Desenvolva um “núcleo duro”. Você pode precisar de algumas pessoas que trabalhem mais do que as outras, ou que tenham algumas habilidades específicas. As afinidades são a fundação do apoio mútuo, então lembre-se que todo mundo está sendo impactado pela crise, e cada um tem uma experiência diferente. Você pode se perguntar: “como esse núcleo duro pode apoiar-se, ao mesmo tempo em que apóia às outras pessoas?”

Estabeleça acordos da comunidade. Os acordos ajudam os grupos a criarem uma forte cultura de trabalho coletivo, de manter a segurança de todes, e de respeitar a todes. Pergunte ao grupo: “De que maneira queremos trabalhar coletivamente? O que é importante para cada pessoa que ajuda a construir esse grupo?”

Determine papéis. Os papéis garantem que todo mundo tenha clareza de como podem contribuir. Distribuir tarefas importantes por todo o grupo ajuda todes a sentirem-se parte importante da equipe. Sugerimos considerar pessoas para os seguintes papéis:

  • Coordenadores: Conduzem as reuniões, gerenciam a comunicação dentro do grupo, asseguram que todo o grupo está trabalhando em conjunto.
  • Comunicação: Coordenam a divulgação e a comunicação, tais como a postagem de panfletos, a criação de posts nas mídias sociais, a ligação para os vizinhos.
  • Voluntários: Um grupo mais amplo de pessoas que oferecem serviços e apoio.
  • Logística: Reúnem e distribuem materiais. Ajudam no atendimento das demandas tecnológicas.

 

4. Crie um sistema de apoio

Escolha uma forma de se comunicar. Manter a comunicação regular com o grupo interno é importante. Decidam a(s) plataforma(s) que melhor se ajustam às necessidades do seu grupo. Cada serviço tem suas vantagens e desvantagens, e você pode se perguntar: com quais ferramentas as pessoas do meu grupo estão familiarizadas? Quais plataformas vão nos ajudar mais a fazer o trabalho?

Plataformas possíveis: Grupo de Facebook, Google Docs, Google Group, Slack, pads, mensageiros.
Criar um sistema para atender às necessidades e solicitações com ofertas de suporte. Essas são algumas formas de fazer isso:

  • Crie um grupo do Facebook ou website simples.
  • Crie um formulário de solicitação de assistência e voluntários.
  • Use um número de telefone (“hotline”) para que as pessoas possam ligar ou deixar uma mensagem de voz.
  • Use um modelo de panfleto, ou crie o seu próprio cartaz, e distribua e cole nas mercearias, farmácias, parques, etc.

 

5. Comunique e divulgue

Comece a divulgar para que o seu apoio seja disponibilizado e para que você possa identificar novos participantes. Use múltiplas estratégias de divulgação para assegurar que você está se conectando com as pessoas que mais precisam de apoio:

  • Ligue e mande e-mail diretamente para as pessoas.
  • Distribua os panfletos e cole cartazes.
  • Faça postagens nas mídias sociais.
  • Peça aos líderes comunitários que falem com as pessoas sobre o seu grupo.

 

6. Comecem a apoiar-se uns aos outros

Faça corresponder pedidos de assistência com voluntários. Tenha em mente que algumas pessoas podem não se sentir confortáveis pedindo ajuda ou recebendo ajuda, portanto não deixe de respeitar a privacidade das pessoas ao compartilhar informações. Verifique com os voluntários e pessoas que pedem apoio após um serviço ter sido prestado e certifique-se de que suas necessidades estão sendo atendidas.

Identifique oportunidades para apoiar e tomar medidas para ajudar os necessitados. Isto pode exigir alguma criatividade e empatia com as pessoas do seu bairro e com os mais necessitados.

Maneiras possíveis de ajudar uns aos outros incluem:

1) Ofertas de serviços

  • Entregar compras e suprimentos
  • Realizar tarefas e diligências
  • Cozinhar e entregar refeições
  • Cuidar das crianças e prover serviços educacionais
  • Cuidar dos animais de estimação
  • Captar recursos e pagar contas
  • Apoio com aplicações de serviços sociais (auxílios de emergência, Bolsa-Família, etc.)

2) Apoio emocional

  • Realizar encontros sociais virtuais: noites de jogos, festas culinárias
  • Fazer e compartilhar arte, música, escrita
  • Verificar como estão passando as pessoas que vivem sozinhas
  • Oferecer companheirismo virtual
  • Conectar pessoas com recursos e provedores de saúde mental

3) Informações e recursos

  • Banco de Alimentos
  • Orientações de saúde
  • Atualizações e políticas locais/estaduais
  • Acesso aos serviços sociais (Desemprego, seguro, Previdência Social, etc.)
  • Direitos e leis trabalhistas
  • Direitos e regulamentações habitacionais

     

7. Mantenham-se conectados, mantenham-se flexíveis

Mantenha uma comunicação regular com sua equipe e voluntários. Continue construindo as relações do seu grupo através de check-ins semanais. Certifique-se de incentivar o apoio entre os voluntários para manter as pessoas engajadas.

Seja flexível, pois as condições da pandemia de coronavírus mudam. Continue ouvindo as necessidades da sua comunidade. Mantenha-se atualizado com as diretrizes das organizações de saúde, profissionais ou não. Ajuste a forma como seu grupo está trabalhando para apoiar uns aos outros com base no que você aprender ao longo do caminho.

Avaliando as habilidades que você pode trazer para o apoio mútuo

Texto traduzido do zine You Have Skills: Evaluating What Skills You Can Bring to Radical Organizing

É muito fácil, quando se olha para o panorama geral do trabalho de base, não saber por onde começar ou como ajudar. A situação pode se tornar debilitante e paralisante. E eu, como alguém com ansiedade, sem dúvida olho para o quadro geral às vezes e não sei o que fazer ou como ajudar e acabo ficando paralisado. Às vezes eu não ajudo porque não sei para onde ir.

Parte de se sentir confortável em ajudar, ser voluntário e trabalhar em solidariedade com as pessoas é saber como se pode contribuir. Vamos falar sobre diferentes formas de olhar para suas habilidades para que você saiba exatamente como você pode ajudar. Com a combinação de conhecer suas habilidades e conhecer seus limites, você pode consentir plenamente, com entusiasmo, com o que quer que você esteja se candidatando.

Nem todo trabalho de base é intenso ou glamouroso. As habilidades vêm de lugares surpreendentes. Você pode nem mesmo perceber que tem habilidades que podem ser usadas para a organização de ajuda mútua. Muitas vezes, pensamos que apenas habilidades específicas são usadas na organização de ajuda mútua. Este não é necessariamente o caso. Precisamos de mais do que apenas oradores de manifestações, facilitadores de reuniões e produtores de panfletos.

Antes de mais nada, o que você acha – assim, de cabeça – que você faz bem? Do que você se orgulha, que você sabe que faz bem? Qual é sua maneira ideal de ajudar amigues ou organizações?

Se você estivesse imaginando que havia um projeto acontecendo em sua área, pense em 30 minutos ideais de voluntariado; como seria isso? Estaria ajudando a acolher as pessoas conforme elas entram? Dando um treinamento? Inscrevendo pessoas? Cozinhando em uma cozinha? Estaria distribuindo panfletos? Estaria gritando na cara de um fascista? Imagine fazendo o que se sentiria mais confortável dentro de um grupo.

Você pode olhar para as habilidades que você usa no seu trabalho. Quais ferramentas você utiliza? Você sabe como manejar equipamentos de construção e construir? Você trabalha em um computador e pode organizar planilhas? Você lida com atendimento ao cliente e vendas? Você tem habilidades interpessoais como resolução de conflitos, treinamento, coordenação, equipe, organização de equipes, delegação ou pesquisa? O que são coisas que você colocaria em seu currículo? Eu posso te garantir que quase tudo que eu tenho no meu currículo, eu poderia definitivamente usar como ferramenta para organização de apoio mútuo.

Eu poderia colocar minhas habilidades de escrita em informações em um site. Eu poderia usar meu conhecimento em design gráfico para fazer posters. Eu poderia criar formulários online. Poderia organizar teleconferências. Há muitas coisas diferentes que podemos usar de nossos currículos que também podem ir para a organização de ajuda mútua. Saber que você tem essas habilidades na reserva é realmente importante.

Para aqueles que estão na escola, ou saíram da escola recentemente, de que habilidades você se lembra? Que técnicas você aprendeu? Aposto que houve pesquisa! E a escrita? Lidar com a autoridade? Aprender como trabalhar com professores para descobrir suas expectativas pode ser facilmente aplicado para descobrir as expectativas dos outros que você vai encontrar na organização.

Projetos em grupo? Palestras? Houve competências específicas que você aprendeu em suas aulas que eles lhe ensinaram? Você teve ensino técnico onde aprendeu coisas que poderiam ser aplicadas em uma variedade de situações?

Você pode analisar quais hobbies você tem. Quais de suas habilidades de seus hobbies podem ser aplicadas? Você cozinha? Você sabe construir coisas? Você gosta de escrever? Você gosta de fazer música? Você é grande apreciador de sobrevivência ao ar livre? Há tantas coisas que costumamos fazer no nosso tempo livre, que temos muita satisfação de fazer, que não são comoditizadas sob o capitalismo, mas ainda são habilidades muito valiosas quando estamos trabalhando em comunidade com outros.

Não se esqueça de analisar o que os outros lhe dizem que você é competente. Se você está falando com amigos ou colegas de trabalho e alguém comenta, “você é muito bom em explicar as coisas”, ou “você é muito bom em achar essas perguntas detalhadas”, ou “você é muito bom em mobilizar uma multidão”. Muitas vezes nós não olhamos para nós mesmos da mesma forma que as pessoas ao nosso redor nos veem. Às vezes os outros podem ser um recurso muito bom para descobrir no que você é bom.

Há coisas que você se voluntaria para fazer dentro da sua dinâmica familiar ou de amigos? Se você está fazendo planos para uma reunião, férias ou festa com sua família ou amigos, há algo que você costuma trazer à tona? Você é a pessoa que elabora o cardápio e coordena a comida? Você é a pessoa que gosta de reservar os voos? Ou a pessoa que gosta de descobrir as atrações e atividades? Você é a pessoa que realmente é ótima em levantar o ânimo de todos e deixar todos entusiasmados? Essas são coisas que você pode trazer para a organização de ajuda mútua.

Que habilidades você aprendeu ou usou com sua família? Muitas pessoas subestimam muitas das habilidades que desenvolvemos dentro de situações familiares, especialmente para pessoas que foram identificadas como do sexo feminino em sua infância. Há muitas habilidades que aprendemos, no gerenciamento da dinâmica familiar, na cozinha, limpeza, costura ou artesanato que podem ser facilmente aplicadas. Se essas são coisas que você gosta, você desfruta, e você tem cultivado uma competência, sem dúvida traga isso para a organização.

Quando você vê um projeto que você quer apoiar, é um realmente ótima ideia pensar sobre essas habilidades. É bom já ter avaliado suas capacidades para que você esteja ciente, então quando surge uma oportunidade organizacional, você pode entrar e dizer, eu tenho esta lista de habilidades, onde posso aplicá-las para ajudar com este movimento? Onde posso usar minhas habilidades de redação técnica? Onde posso usar minhas habilidades de jardinagem? Onde posso usar minhas habilidades de construção de equipes? Dessa forma você se encaixa nos mecanismos que já estão em funcionamento. Então você sabe, ei, eu vou ser voluntário para algo que eu já sei que sei fazer, e isso ajuda a todos. Você é capaz de fazer algo em que você esteja confiante, que você não vai sentir que vai estragar tudo, o que significa que você está mais propenso a se voluntariar, para começar. Isso também dá direção para outras pessoas porque elas são capazes de ver como as suas habilidades são aplicáveis e como isso pode se propagar pela comunidade.

Em conclusão, eu acho uma ótima idéia, mesmo que você esteja totalmente sozinho, no meio do nada, apenas fazer um inventário das habilidades que você tem. Quando a oportunidade bater, você terá uma lista definida que você possa usar e poderá dizer “ei, eu sou muito bom nisso. Deixe-me ajudá-lo” ou ” ei, eu posso fazer A, B, e C, mas não realmente D, E, ou F, onde eu posso me encaixar nesta cena?”

Isso dá muito mais rumo aos organizadores existentes do que alguém que vem e diz: “Eu quero ser voluntário”. Embora isso seja sempre apreciado, quando alguém sabe o que pode fazer e como pode contribuir, isso realmente ajuda.

Se estamos realmente hesitantes, nervosos, ou se sentimos que estamos fazendo algo mais por obrigação do que consentimos com entusiasmo, então realmente não damos o nosso melhor, e não nos sentimos o mais seguros que poderíamos estar.

No final das contas, precisamos construir essas relações revolucionárias uns com os outros como camaradas. Parte disso é entender o que você pode oferecer como você mesmo, para que outras pessoas não tenham que te pressionar; para que todos nós possamos nos sentir seguros e em comunidade juntos.


Checklist de habilidades transferíveis
Habilidades interpessoais

Interagir com sucesso com uma variedade de pessoas; sabe interpretar e usar linguagem corporal

Habilidades de comunicação oral

Apresentar informações e ideias de maneira clara e concisa, com conteúdo e estilo apropriados para a audiência (um-a-um ou em grupo); apresentar opiniões e ideias de maneira aberta e objetiva

Habilidades de falar em público

Fazer apresentações formais, apresentar ideias, posições, e problemas de maneira interessante

Habilidades de aconselhamento

Responder aos que os outros dizem sem julgar (“escuta ativa”); construir confiança e abertura com os outros

Habilidades de mentoria

Dar feedback de maneira construtiva; ajudar outros a melhorar seus conhecimentos e habilidades

Habilidades de ensino

Ajudar os outros a ganhar conhecimentos e habilidades; habilidades para criar ambientes de aprendizagem efetivos

Habilidades de supervisão

Delegar responsabilidades e estabelecer um sistema apropriado de responsabilidades; capaz de monitorar o progresso e avaliar a qualidade do trabalho e o desempenho dos outros

Habilidades de liderança

Motivar e empoderar os outros a agir; inspirar confiança e respeito nos outros.

Habilidades de persuasão

Comunicar efetivamente para justificar uma posição ou influenciar uma decisão; capaz de vender produtos ou promover ideias

Habilidades de mediação

Resolver conflitos que surgem de diferentes perspectivas ou interesses; capaz de lidar com conflitos de maneira aberta, honesta, e positiva

Habilidades de entrevista

Fazer e responder perguntas de maneira efetiva; capaz de fazer os outros se sentirem relaxados e criar um sentimento de confiança

Habilidades de atendimento de clientes

Construir uma relação de confiança mútua com clientes; capaz de administrar queixas e preocupações de maneira sensível

Habilidades de cuidado

Empatizar com os outros; capaz de oferecer cuidado sensível às pessoas que estão doentes, ou a idosos, ou pessoas que tem deficiências severas

Habilidades de pensamento lógico / analítico

Chegar a conclusões específicas a partir de um conjunto de observações gerais ou de um conjunto de fatos específicos; capaz de sintetizar informações e ideias

Habilidades de pensamento crítico

Revisar pontos de vista ou ideias diferentes e fazer julgamentos objetivos; investigar todas as soluções possíveis para um problema, pesando os prós e contras

Habilidades de pensamento criativo

Gerar novas ideias, inventar novas coisas, criar novas imagens ou designs; encontrar novas soluções para problemas; capaz de usar perspicácia oou humor de maneira efetiva

Habilidades de solução de problemas

Clarificar a natureza de um problema, avaliar alternativas, propor soluções viáveis, e determinar o desfecho de diferentes opções

Habilidades de tomada de decisão

Identificar todas as opções possíveis, pesar os prós e contras, avaliar a viabilidade e escolher a opção mais viável

Habilidades de planejamento

Planejar projetos, eventos, e progamas; capaz de estabelecer objetivos e necessidades, avaliar opções, e escolher a melhor opção

Habilidades de organização

Organizar informação, pessoas, ou coisas de maneira sistemática; capaz de estabelecer prioridades e respeitar prazos

Habilidades avançadas de escrita

Selecionar, interpretar, organizar, e sintetizar ideias-chave; capaz de editar um texto escrito para certificar-se de que a mensagem é o mais clara, concisa, e precisa possível

Habilidades de pesquisa

Saber como encontrar e coletar informações relevantes; capaz de sintetizar e analisar dados, sumarizar achados, e escrever um relatório

Habilidades financeiras

Manter registros financeiros precisos; capaz de administrar um orçamento (ou seja, preparar orçamentos sensatos e monitorar gastos)

Habilidades de linguagem

Funcionalmente bilíngue; traduzir e/ou interpretar algum idioma

Habilidades avançadas de computação

Usar uma variedade de programas de computador; conhecimento sobre editoração eletrônica e/ou web-design

Habilidades tecnológicas

Entender sistemas técnicos e operar efetivamente com esses sistemas; entender especificações técnicas; ler manuais técnicos com facilidade

Habilidades performáticas

Fazer presentações de vídeo e televisão de maneira interessante; capaz de entreter, divertir, e inspirar uma audiência

Habilidades artísticas

Usar cor e desenho criativamente; capaz de desenhar materiais visuais e de publicidade (impressões, vídeo, Internet)

Habilidades mecânicas

Instalar, operar, e monitorar o desempenho dos equipamentos e dispositivos mecânicos; capaz de reparar dispositivos mecânicos

Habilidades de adaptabilidade

Adaptar-se a novas situações e contextos para tolerar a mudança; flexibilidade para se adaptar às necessidades do momento

Habilidades administrativas e de escritório

Operar computadores e outros equipamentos básicos de escritório; desenhar e manter sistemas de arquivamento e controle

   

 

[Zine] Grupos de afinidade: Blocos de montar para a organização anarquista

Grupos de afinidade: Blocos de montar para a organização anarquista

Após um longo tempo sem postar, compartilhamos com vocês o zine “Grupos de afinidade: Blocos de montar para a organização anarquista”, uma tradução do zine “How to form an affinity group”, do Coletivo de Ex-Trabalhadores CrimethInc. Compartilhamos aqui esse trabalho com vocês para que ele vá longe!

Grupos de afinidade: Blocos de montar para a organização anarquista